Assisti Adaline com mais de uma semana de seu lançamento por aqui. Devia ter visto no primeiro dia. O filme é delicioso.
Adaline nos instiga a questionar o tempo. Quando a idade vem chegando, pensamos no quanto não podemos fazer mais, desejamos voltar no tempo e dar um melhor sentido a vida. Vivemos como se fossemos imortais, porém sabendo que vamos morrer um dia, gostaríamos de estalar o dedo, e dar um upgrade, uma esticada na vida. Para Adaline, viver é um fardo. Ela vê seus amigos e parentes morrerem e ela permanece a mesma. Adaline é imortal.
Filmes que brincam com o tempo são sempre fascinantes. Quem não lembra de O Retrato de Dorian Gray, ou O curioso caso de Benjamin Button ?
Em Adaline, a personagem que dá nome ao filme, vivia normalmente até que um acidente de carro, e uma conjunção de fatores meteorológicos, físicos e químicos, não a deixam mais envelhecer. Apesar de bela e jovem, Adaline atravessa todo o século XX sem se deixar envolver. Fugindo de uma vida, inventando outra, abandonando amores, de forma que seu segredo fique guardado. A juventude eterna não é um prêmio, é uma maldição.
O filme, um romance - drama - ficção, é delicado e comovente. Nos colocamos no lugar de Adaline e sofremos com ela, pela maturidade e a morte que não chegam.
A atriz Blake Lively faz Adaline Bowman com dignidade e competência. Acerta a mão quando escolhe para a personagem o tom suave e sereno, de quem já está cansado de viver. Harrison Ford e Michiel Huisman, completam o elenco.
Filme imperdível. Fica a dica.


